terça-feira, 4 de agosto de 2015

Defesa diz que José Dirceu é ‘bode expiatório’ e que prisão é ‘política’
Zé Dirceu foi preso em casa na 17ª fase da Operação Lava Jato (foto Agência Brasil)
Zé Dirceu foi preso em casa na 17ª fase da Operação Lava Jato (foto Agência Brasil)
O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, afirmou em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (3/7) que o petista é um “bode expiatório” da Operação Lava Jato. Para Podval, a prisão de Dirceu tem “justificativa política”. Dirceu teve prisão preventiva decretada nesta manhã na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. O ex-ministro do governo Lula é suspeito de ter idealizado o esquema de corrupção na estatal e de ter recebido propina para sua empresa de consultoria. “Nós vimos alguns operadores, todos eles com milhões e milhões de dólares no exterior, eles mesmos já falaram, confessaram, entregaram as contas e o dinheiro. Ninguém fala de uma única conta, de uma única movimentação do Zé Dirceu no exterior. Não falam porque não tem. Então, ele, que é o grande responsável, não tem nada parecido com o que foi encontrado durante o processo”, disse Podval. “Aí é politizar uma questão jurídica e de forma injusta. Estão buscando um bode expiatório. Zé Dirceu é hoje um bode expiratório do processo. Estão tratando o Zé Dirceu como um grande prêmio que se encontrou ali”, completou o advogado.  Para Podval, não há razões jurídicas para que fosse decretada a prisão preventiva do ex-ministro. O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal   autorizou a segunda,  a transferência do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para a cadeia da Polícia Federal,  em Curitiba. (G1)

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