sexta-feira, 10 de julho de 2015

Corte do adicional de insalubridade leva servidores a paralisarem atividades

Servidores da Sesab em Jequié aderem à paralisação
Servidores da Sesab em Jequié aderem à paralisação
O corte pelo governo do Estado,  do adicional de insalubridade de 1.518 servidores da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), na capital e interior, levou os trabalhadores a paralisarem as suas atividades nesta quinta-feira (9/7), num movimento paredista que terá continuidade na sexta-feira (10). O corte foi anunciado pelo governo no dia 19 de junho, através do site da Secretaria de Administração (Saeb) e o cancelamento teria sido recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com o Sindsaúde, o adicional de insalubridade corresponde de 30% a 40% do salário básico. Em Salvador, o  Sindicato informou à imprensa que diversos servidores receberam ofícios com ameaça de cortar o ponto caso eles aderissem à paralisação. A Saeb ainda não se pronunciou sobre o caso. O Governo afirmou que o corte foi feito pois existiam trabalhadores que atuavam em ambientes que não justificavam o pagamento do adicional de insalubridade. A legislação considera como atividade insalubre aquela em que o trabalhador é exposto a agentes nocivos à saúde acima dos limites tolerados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O sindicato, por sua vez, afirma que o corte foi anunciado unilateralmente. O corte do adicional de insalubridade para 1.518 servidores da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) no interior, confirmado pelo, terá uma segunda etapa nos próximos meses. No total, outros 1.471 funcionários do órgão que cumprem funções administrativas devem ser afetados pela medida. Destes, 883 trabalham na sede da secretaria em Salvador, 73  fazem parte do quadro de pessoal da Escola Estadual de Saúde Pública e outros 515 estão espalhados em outros setores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário