O aeroporto Vicente Grillo, continua se constituindo em motivo de insatisfação e prejuízos para a população de Jequié diante da situação de abandono a que está relegado, inclusive interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em face aos vários problemas de infraestrutura existentes. A precariedade do aeroporto de Jequié, que poderia funcionar com a característica de aeroporto regional, mantém o local sem atividades e conservação, com o mato crescendo em meio à pista de pouso e decolagens. A situação do equipamento foi denunciada mais uma vez, através de fotos e informações encaminhadas no último sábado (11/7), ao site Bocão News. A cronologia das etapas vividas pelo aeroporto e publicadas no site dão a clara evidência de que material foi endereçado ao blog por representante da classe política do município.
A placa ainda no local atesta a “parceria” firmada em 2009 pelo Estado e a Prefeitura de Jequié para manutenção do aeroporto Vicente Grillo (foto reprodução)
Construído no final da década de 1950 e concluído na primeira metade da década de 1960, o Aeroporto Vicente Grillo [denominação dada em homenagem ao imigrante italiano que doou a área onde foi edificado], chegou em alguns períodos a operar com voos comerciais regulares. Com o passar dos anos, o local onde está localizado no bairro de Jequiezinho, originou a formação de loteamentos residenciais no entorno da pista, além de ter sido construída no final da pista, a Estação de Tratamento de Esgotos-ETA da Embasa, que impede a ampliação [o lado direito por onde as aeronaves iniciam o pouso divide espaço com imóveis construídos e o leito do Rio das Contas], impedindo qualquer projeto de ampliação da pista. Parte dos moradores que reside do outro lado da pista, “para encurtar caminho”, reiteradas vezes abriram buracos no muro que circunda a pista, para a travessia da mesma. Também a presença de animais pastando nas laterais e no meio da pista, representam entraves para o funcionamento do aeroporto de Jequié. No ano de 2009, foram anunciados R$ 2,5 milhões para execução de obras de restauração do aeroporto. Nesse mesmo ano, a Prefeitura assinou documento assumindo compromisso de administrar o local. Em 2012 foi realizada uma pequena reforma no terminal de passageiros e, em 2014 a Prefeitura fez o distrato com a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), voltando a administração do aeroporto para o estado permanecendo o local interditado e carecendo de investimentos para dispor de condições satisfatórias de funcionamento.
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