MPF vai investigar uso de verbas destinadas para tragédias e calamidades
O Ministério Público
Federal vai criar um grupo de trabalho especial neste ano para examinar
contratações feitas sem licitação para situações excepcionais, como
catástrofes da natureza e calamidades de públicas, a título de
emergência.
Os procuradores da
República pretendem mapear as investigações em curso que tratem de
corrupção e aprofundar a apuração de novos casos de má utilização de
recursos públicos durante tragédias, como secas e chuvas.
De
acordo com o Ministério da Integração Nacional, 523 municípios já
decretaram situação de emergência neste ano. Uma das irregularidades
mais frequentes é a inexistência de projeto básico nas contratações
emergenciais.
No Rio de Janeiro,
por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas
nas ações de recuperação e reconstrução de pontes nos municípios
atingidos pelas chuvas de janeiro de 2011.
Os
procuradores querem evitar que os gestores utilizem dinheiro público
irregularmente ou façam uso político das verbas. Um levantamento feito
pela Câmara de Patrimônio Público indica a existência de inquéritos em
Alagoas, Santa Catarina, Pernambuco e Rio, que foram atingidos nos
últimos anos por tragédias. As contratações funcionam sem licitação e
com projetos básicos deficientes ou incompletos.
O
regime de exceção nas contratações sem licitação visa agilizar as obras
para atender a população atingida por tragédias. O Grupo de Trabalho de
Tragédias faz parte do programa da 5.ª Câmara, que no ano passado
lançou um mapa das ações de improbidade.( Uol )
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