Quando jogador do Cruzeiro tocava na bola, torcida do Garcilaso imitava macacos
Aos 36 anos, o volante do Cruzeiro ressaltou que a atitude da torcida em Huancayo, no Peru, foi algo inédito em suas participações na Copa Libertadores. “Confesso que fiquei surpreso. Já é minha oitava Libertadores e nunca tinha acontecido isso. Fico bem chateado”, lamentou, em entrevista à Rádio Itatiaia.
“No começo, achei que era por já ser conhecido de outras Libertadores. No começo, achei que era isso. Depois que vi que eram insultos racistas. Fiquei um pouco chateado, mas estamos focados em ganhar. A gente fica bem chateado. Queria dar uma resposta dentro de campo. Joguei quatro anos na Alemanha, nunca aconteceu isso. De repente, num país tão próximo, tão parecido com a gente pela mistura, acontece isso”, complementou o camisa 7 do Cruzeiro.
Tinga entrou no segundo tempo da derrota para o Real Garcilaso. Os sons racistas não aconteceram com outros jogadores negros do Cruzeiro. Durante a partida, a equipe não reagiu, mas os companheiros, o treinador Marcelo Oliveira e o diretor Alexandre Mattos demonstraram revolta com a atitude da torcida adversária.(superesportes)
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