| Justiça proíbe venda de andadores infantis. Morte em Jequié foi levada em consideração |
Vários casos de morte relacionada ao uso do andador: um em Jequié (BA), em 2009, foram levados em consideração pela justiça que decidiu proibir a venda de andadores infantis em todo o Brasil. O despacho da Justiça do Rio Grande do Sul, na sexta-feira (06/12/13), no entanto, somente entrará em vigor após a notificação das nove empresas rés no processo, o que deve ocorrer nos próximos dias. O despacho da juíza Lizandra Cericato Villarroel, de Passo Fundo (RS), determina que a comercialização dos equipamentos fique suspensa pelo menos até a criação de um modelo de certificação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Em agosto, o instituto testou a segurança dos andadores fabricados no país e reprovou todas as 10 marcas analisadas. A ação que tramita em Passo Fundo é de iniciativa de uma associação de defesa do consumidor, mas surgiu a partir de uma solicitação do pediatra Rui Locatelli, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Em 2009, atendi um caso em que a criança caiu do andador, fez uma hemorragia e um hematoma cerebral e morreu. Naquela época, fiz denúncia ao Ministério Público de Passo Fundo, que recomendou a não utilização do equipamento em escolas, creches e hospitais da cidade”, conta Locatelli.
Na campanha da SBP, os pediatras explicam que bebês que usam o equipamento levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio, engatinham menos e têm resultados inferiores em testes de desenvolvimento. Para eles, um dos principais fatores de risco para traumas em crianças é dar a ela mais independência do que sua idade permite.Imagem extraída do Diário de Pernambuco. |
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