segunda-feira, 5 de maio de 2014

VISITA A VALENÇA - PARTE 2

SECRETARIA DE AGRICULTURA E CEPLAC MOSTRAM ESTUFA SOLAR












Na nossa segunda reportagem sobre os lucros do SAF ( sistema agroflorestal ) vamos destacar a importância da agricultura familiar e a nova estufa, ela é solar, e descarta lenha e fogo.
Os agricultores familiares do município de Aiquara durante visita a cidade de Valença constataram formas e valores diferentes dos praticados na agricultura local.
Culturalmente sustentado no cacau e gado, o produtor do sul da Bahia não inovou. Em alguns trechos da viagem chegamos a viajar mais de 30 km sem notar uma cabeça de gado se quer no trajeto. De Gandu a Valença pouco aparece a pecuária, donos de terras investem pesado na agricultura. A banana é o mercado chefe da região, nota-se dezenas e até centenas e milhares de hectares de bananeiras consorciadas com abacaxi, cacaueiros, cravo, graviola, mandioca e seringueira. A mistura de culturas é intensa principalmente de Wenceslau Guimarães ao entroncamento de Valença. Daí em diante a banana fica em segundo plano e começa o ciclo do cacau como carro chefe de produção, mas sem abrir mão do complemento de outras plantações. O cacau será o tema da reportagem de amanhã, hoje vamos destacar a estufa solar.

Estufa Solar, como é feita e como funciona.

Saímos de Aiquara por volta das 6 da manhã de terça feira, 29 último, fizemos uma parada na fazenda Pedra Branca, localizada entre Algodão ( distrito de Ibirataia ) e Gandu. Lá conhecemos o mais novo modelo de secagem de cacau, ecológico, rentável, sem lenha e nada de fogo. A estufa solar é coberta com plástico transparente ( plástico solar especial ) e ao redor é toda feita artesanalmente, com madeira que pode ser aproveitada da própria fazenda.

Fomos recebidos pelo funcionário da Faz. Pedra Branca, conhecido como Val, que informou sobre o manejo do cacau na estufa. As dimensões construídas lá são 20 metros de comprimento, 6m de largura e 2m de altura. E ainda 60 centímetros suspensa do chão para evitar resfriamento dos frutos. A madeira utilizada na estufa é nativa, Vinhático ou Cedro, elas tem alta absorção do mel e são as duas únicas indicadas para assoalho ( piso ). 

A fazenda Pedra Branca pertence ao agricultor Carlos Raimundo Baiarde e é referencia em secagem de cacau por estufa solar a 3 anos. Segundo Gilvan, responsável pela fazenda, 100 arrobas de cacau são secadas por vez em cada estufa e alcança em média 4 kg a mais de peso por arroba se comparado a estufa com fogo. Ou seja,  a cada 4 arrobas na estufa solar, o agricultor ganha uma, perfazendo 5 arrobas e 1kg, dado o ganho.
A estufa solar, é coberta por um plástico solar que custa em média R$ 450 por um rolo de plástico de 12m, perfazendo até 36 metros quadrados, o preço pode variar de acordo a qualidade do material.
O cacau será seco em 3 dias, para isso basta fermentar corretamente por 6 dias no cocho, depois levado à estufa e virado duas vezes ao dia, as 7 da manhã e as 5 da tarde, saindo apenas para ensacar e vender.
Nesse sistema não degrada a natureza, preserva as matas, não usa fogo e nem joga fumaça no ar, dispensa trabalhador para cortar lenha e rende muito mais no bolso do agricultor. A estufa solar é a mais nova sensação da região de Gandu até Valença.
O Secretário de Agricultura, Dinho, e o técnico da Ceplac Fernandão estão conscientizando agricultores principalmente da agricultura familiar aiquarense sobre essas inovações baixando custos e aumentando a produtividade e lucro.
Amanhã, você vai conhecer o cacau que enche os olhos do agricultor familiar de Valença.

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